05/12/2011

EDSON MATOSO DIRETOR DA RÁDIO CULTURA FM 93,7


Eu acredito nas idéias do Simão Jatene  (governador). Na TV Liberal quebrei paradigmas sem saber, pelo meu jeito de me comunicar, tanto que fui convidado pela Rede Globo e por questões familiares fiquei impedido. 

Na TV RBA, apresentei esporte às 7 horas da manhã e que diziam ser inviável, foi bem recebido pelo público, sucesso. Sempre no esporte. Antes de ir para o SBT, onde estou até hoje, trabalhei no canal fechado.

As mudanças se davam pela minha intransigência. Quando entro numa empresa, tenho que entender que existe uma ordem, uma norma, e o combate deve ser a partir do diálogo. E agora, totalmente diferente, como diretor. 

O meu vínculo com o PSDB vem desde 1990, quando fui o primeiro deputado estadual eleito pela legenda. Fui Constituinte, com nota 10, na apresentação de propostas e debates. 

A gestão pública é diferente e exerço um cargo de confiança, o que não quer dizer subserviência. O esporte não é bem vindo na Funtelpa. O meu amor pelo futebol já não é como antes, eu perdi, não aguento mais tanto destrato, desrespeito, com o dinheiro do torcedor. 

Meu comentário no SBT é um, o meu comentário na Cultura, é outro. Contraditório? Não. Represento meus superiores hierárquicos. Esporte pra mim é fraternidade, tanto que o meu sonho, numa emissora de televisão é fazer um programa pré, não depois. Eu tenho que entender a vocação da Cultura. 

O futebol, na minha opinião, está no entorno, no cara que vende o churrasquinho para as pessoas de todas as classes e profissões, por exemplo, o que chamo de comunicação humanizada. Uma cadeia produtiva. 

Edson Matoso

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